"A gente nasce assim...": Representações identitárias de mulheres migrantes rurais inseridas no trabalho doméstico urbano

Guélmer Júnior Almeida Faria, Andrea Maria Narciso Rocha de Paula, Maria da Luz Alves Ferreira

Resumo


O presente artigo tem por objetivo analisar a questão da identidade de mulheres migrantes de uma comunidade rural quanto a sua inserção no trabalho doméstico urbano. O caminho metodológico seguido partiu da pesquisa qualitativa, onde se realizaram entrevistas em profundidades com seis mulheres migrantes, empregando um roteiro de entrevista individual. Percebeu-se que as mulheres entrevistadas não se enxergam enquanto “migrantes”, tampouco pela condição de sujeito deslocado, mas o reconhecimento acontece pelo trabalho, pelo “ser doméstica”. Este reconhecimento se dá mais dentro do grupo de trabalhadoras e em menor escala nos outros grupos de relações em Montes Claros-MG. No lugar de origem o reconhecimento social se dá no retorno exatamente pelo trabalho doméstico. Percebe-se um duplo consenso entre o trabalho e o estilo de vida urbano. Deste modo, as trajetórias dessas mulheres é uma tentativa de mudar ou melhorar de vida, dentro de um percurso em que “ganhar a vida” está sempre associado ao trabalho.


Palavras-chave


Migração rural-urbana; Identidade; Mulheres; Trabalho doméstico; Norte de Mina;

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Qualis: B2 (Serviço Social), B5 (Direito), B2 (Interdisciplinar) e B4 (Enfermagem)