Uma prática de leitura: a emergência do impossível no fio do discurso

Marilei Grantham, Ercília Cazarin

Resumo


O texto realiza, sob a ótica da Análise do Discurso, a prática de leitura de um enunciado que fez parte da capa da Revista IstoÉ, n. 2436, de 12 de agosto de 2016, em reportagem intitulada É HORA DE SAIR. A referida revista, conhecida por ter se posicionado sempre fazendo duras críticas ao governo Dilma, nessa edição, contrariando sua linha editorial e a própria chamada da matéria, estampa o enunciado “Os crimes contra ela ficaram evidentes”. Concebendo a língua como materialidade do discurso com espaço para o possível e para o impossível que lhe é próprio, e tomando o enunciado como texto, nos permitimos apreender efeitos desse impossível que emerge pela língua. A IstoÉ, na perspectiva da psicanálise, acaba produzindo um ato falho e, na da AD, um equívoco que se constrói pela própria língua, fazendo emergir o impossível do discurso para a FD que sustenta os dizeres da IstoÉ.

Texto completo: PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Licença Creative Commons
Este trabalho está licenciado sob uma Licença Creative Commons Attribution 3.0 .

Qualis: A1 (Letras)

ISSN (impresso):1415-1928

ISSN (digital): 1983-2400

Indexadores: Modern Language Association of America, Cambridge Scientific Abstracts, Latindex, EBSCO Publishing e Linguistics Abstracts.